sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Quando o encanto acaba!
Conhecer alguém para Amanda era algo rotineiro, afinal, sempre muito bonita atraia olhares de muitas pessoas. Com seu jeito extrovertido, inteligência e simpatia sempre acabou conquistando seus espaços, atingindo assim seus objetivos profissionais, mas no amor nunca teve essa capacidade toda.
E não por ser uma pessoa feia ou desinteressante, pelo contrario, sempre despertou o interesse em muitos homens pela sua beleza física e também pelo seu jeito meigo de ser o que atraia muitos a sua volta.
Mas hoje é sexta-feira, uma bela lua lá fora, noite muito chamativa para ir ao bar com amigos, sair para paquerar, badalar. Porém, Amanda que tem uma vida bem agitada no seu escritório de advocacia vai direto pra casa e recusa todos os convites para sair essa noite.
Cansada, ela chega em casa esgotada. Quando entra no estacionamento do seu prédio mais uma vez discute com o porteiro porque o vizinho roubou sua vaga e teve que escolher outra, sobe até seu apartamento no quinto andar, abri a porta da um beijo no seu gato de estimação que vai ao seu encontro, joga blusa e bolsa no sofá e vai direto para o chuveiro.
Após o seu banho relaxante, enrola a toalha na cabeça para secar o cabelo, senta no sofá, observa seu gato fazendo graça pra ela e aproveita o momento de sossego e o silêncio que reina naquele momento e encosta a cabeça na almofada e deita no sofá, fecha os olhos e começa a refletir sobre sua vida.
E durante o seu pensamento vem na sua cabeça uma pessoa chamada Jeferson, que ela conheceu bem por acaso há cinco anos. Lembra dele com muito carinho, até hoje ela não consegue entender porque esse relacionamento não deu certo. Eles se davam muito bem, uma afinidade incrível, ele era uma pessoa que a Amanda gostava de conversar, de contar todas as novidades do seu dia, se interessava por tudo que ele fazia, um sempre ouvia muito o outro, davam muita importância para a opinião do outro.
E quando saiam para fazer algo junto era tudo sempre muito agradável, o tempo não passava, ele voava, aquela sensação que hora virava minuto e o minuto virava segundo. Sabe aquele ditado que o bom passa rápido, então era assim todas as vezes que estavam juntos, tinha sempre aquela coisa gostosa de quero mais que ficava no caminho.
Mas para Amanda era tudo muito confuso, ela não tinha certeza do que realmente significa tudo aquilo. Se ele era apenas um amigo que ela admirava, se era algo que uma paixão poderia surgir ou até quem sabe um grande amor. Era algo que ela tinha muito medo. Tinha medo de se entregar, de se apaixonar, de se apegar e depois não ser aquilo que ela sonhou. Receio de estar confundindo e ter apenas por Jeferson um sentimento de carinho pela amizade forte que os dois construíram.
Ah o medo e quando ele começa a tomar conta de uma pessoa alguns obstáculos que não existiam, começam a brotar de todos os lados. Jeferson foi do tipo que sempre deu toda a atenção para Amanda, era realmente uma pessoa que demonstrava com seu jeito o quanto gostava dela e isso também a preocupava, de nenhuma maneira ela queria magoar uma pessoa que tinha um carinho tão especial, sentimento que ela ainda não conseguia identificar o que era de fato.
Então Amanda começou a se distancia um pouco de Jeferson, mudou a maneira que o tratava, ficou um pouco mais fria, evitava encontros com ele. Em um determinado dia quando foi convidada para ir em uma festa com amigos, acabou ficando com outra pessoa e o fato de ter conseguido ter estado com outra pessoa lhe deu a certeza que não tinha sentimentos por Jeferson, que era apenas uma pessoa que ela tinha carinho e não sentia nada além disso.
O próximo passo então foi terminar o seu relacionamento com Jeferson. Ela o convidou para sair e disse durante o encontro, disse tudo que pensava, que gostava dele apenas como amigo, que era melhor não ficarem mais e que não queria estragar a amizade e a relação de confiança que tinham.
Para Jeferson foi um tremendo choque, até porque, já estava muito mais do que envolvido na relação. Estava gostando de verdade da Amanda e sofreu muito com a decisão dela. E depois da conversa com Jeferson a própria Amanda, ficou com o coração dolorido, viu uma pessoa que tinha um carinho especial sofrendo por sua causa e isso também lhe fez mal.
Então Amanda tomou outra decisão, além de romper o seu relacionamento, também preferiu cortar os laços de amizade. Ele até procurava, mandava mensagem, ligava, mas ela não respondia e nem atendia ele e isso durou alguns dias. Amanda queria forçar que ele não alimentasse nenhuma expectativa em relação a ela, então tentou o afastar.
E Jeferson também sofreu muito com isso, não conseguia entender porque uma pessoa que dizia pra ele que gostava dele, que curtia sair com ele e que era tão meiga quando estavam juntos de uma maneira repentina passou a fazer pouco caso da sua presença, a tratá-lo como uma pessoa que a incomodava.
E a atitude de Amanda, começou a interferir de fato no sentimento de Jeferson. Todo aquele encantamento que Jeferson tinha pela Amanda foi se acabando. Toda aquela admiração que tinha por ela, toda aquela afinidade que tinha com ela, foi se perdendo. Jeferson passou a ter o sentimento de que Amanda, pensou exclusivamente nela, que no momento que ela não achou mais interessante o descartou, sem pensar se ele sofreria ou não.
E todo esse conflito fez com que Jeferson aos poucos fosse perdendo todo o encantamento que tinha pela Amanda. E Jeferson tomou uma decisão, de excluir completamente a Amanda de sua vida. Não interessava mais continuar tentando conversar com uma pessoa que o tratava com indiferença.
Amanda começou a se interessar por outra pessoa, ficou algumas vezes com ela e acabou terminando. Outra pessoa apareceu, Amanda também tentou ficar algumas vezes e também não deu certo. E o curioso é que ela sempre comparava o tratamento que recebia pelos seus pretendentes, da forma que Jeferson a tratava, parece que sentia um vazio dentro do peito, começou a sentir falta de toda aquela segurança e proteção que Jeferson transmitia a ela.
Aquele sentimento começou a perturbar Amanda, cada dia mais e ela começou a pensar como se sentia bem na presença do Jeferson, como se divertia, como eram seus telefonemas, suas mensagens, seus beijos e como ficava feliz todas as vezes que faziam algo, juntos.
Depois de alguns meses longe, então Amanda resolveu procurar Jeferson. Primeiro mandou uma mensagem e ele não respondeu. Sempre muito ansiosa acabou ligando e ele atendeu. Ela perguntou se poderia encontrar com ele, que precisava conversar. Preocupado ele perguntou se tinha acontecido alguma coisa. Ela disse que não, só precisava conversar um pouco.
Então os dois marcaram de se encontrar em um restaurante de comida japonesa que costumavam ir.
E estava sendo um reencontro muito agradável para Amanda, ela riu, conversou bastante, falou de todos os seus projetos profissionais, falou dos seus problemas, ouviu conselhos, deu palpite na vida de Jeferson e estava muito entusiasmada, como era no começo de tudo com ele.
Mas quando ela disse que estava um pouco arrependida e que hoje percebe que o sentimento que tinha por ele não era só de amigo e sim de algo mais. Que gostava mesmo é de ter ele na sua vida, de dividir as coisas boas e o que acontecia de ruim. Que sentia falta do carinho dele e de ficar com ele, se frustrou com a resposta.
Sempre muito cuidadoso Jeferson disse a Amanda... “Manda você tinha tudo de mim, fiz de tudo e fiquei bem magoado com tudo que aconteceu. Não teve outra moça que eu fiz tanto. Mas todas as suas atitudes, fez com que aquele encantamento que tinha por você se acabasse. Acho que seriamos felizes juntos, um entende bem o outro, mas você fez uma escolha e ela tem a sua conseqüência”.
Com lagrimas nos olhos, Amanda deixou o restaurante de uma maneira muito triste e profundamente arrependida das decisões que tomou no passado. E depois desse dia Jeferson e Amanda nunca mais se reencontraram.
Agora com os olhos abertos, ainda em seu sofá nesta bela sexta-feira, já com o seu cabelo seco e com o seu gato comendo todo o seu tapete, Amanda ainda se arrepende de não ter acreditado no relacionamento que teve com Jeferson quando realmente teve chance e sente que pode ter deixado escapar o grande amor da sua vida.
A realidade sempre chega da maneira mais cruel possível. Nada acontece por um simples acaso, tudo que plantamos, vamos colher um dia e não saber perceber e valorizar quem te ama e quem você pode amar de verdade, não simplesmente pela sua beleza física ou o que pode proporcionar pode ser um erro incorrigível no futuro.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Palmeiras caiu, mas a torcida que canta e vibra emocionou!

Dentro de campo foi uma noite frustrante pela maneira que o Palmeiras perdeu o jogo para o Tijuana na noite desta terça-feira, a falha do bom goleiro Bruno, acabou abalando muito o time e evidentemente influenciou muito na desclassificação do time na Libertadores. Mas vamos lembrar que o futebol é um esporte coletivo e no conjunto da obra o Palmeiras todo não esteve bem.
Não entendo ser justo crucificar apenas o Bruno, por essa eliminação, afinal, no México o Palmeiras empatou porque ele teve uma atuação perfeita e salvou o Palmeiras da derrota. Então ele não pode ser gênio em uma partida e não servir mais para o Palmeiras no jogo seguinte, é uma maneira muito simplista de analisar o futebol. Falhas acontecem e foi em um momento importante, assim como na final da Copa do Brasil em 2012, o Bruno foi decisivo quando praticamente fechou o gol na primeira partida diante do Coritiba na Arena Barueri.
E penso que é muito mais legal o torcedor neste momento lembrar dos momentos bons que o Bruno honrou a camisa do Palmeiras do que crucificar ele que é formado no Palmeiras e tem sangue palestrino, por um jogo.
Mas hoje não vou falar muito das falhas do Palmeiras que resultaram nessa eliminação na Libertadores, afinal, nem o Palmeirense mais otimista poderia imaginar que o seu time que pouco investiu financeiramente na temporada venderia essa desclassificação mais caro que o São Paulo, por exemplo, que investiu muito mais na competição.
Quero destacar o importante papel do torcedor palmeirense nessa Libertadores. O torcedor que esteve nas arquibancadas do Pacaembu, não para ver o Kleber, Wesley, Thiago Real, Henrique ou o Souza, até porque, o torcedor sabia que o time tecnicamente jogava muito mais na base da vontade do que da técnica.
Acima de tudo o Palmeirense foi ver o Palmeiras, foi empurrar o Palmeiras, foi cantar o nome do Palmeiras, que é muito maior do que qualquer jogador. Durante todos os jogos na Libertadores não faltou incentivo por parte da torcida Palmeiras....
A nação que canta e vibra mostrou toda a grandeza da camisa do Palmeiras e foi de se emocionar. Particularmente desde 1998 quando o Brasil perdeu a final para a França na Copa do Mundo eu não ficava tão triste com a derrota de um time como fiquei na noite desta terça-feira, e vale destacar que não sou palmeirense.
Mas aposto que todo profissional que esteve no Pacaembu nesta terça, torceu pelo menos um pouco para o Palmeiras. Foi impossível não se emocionar com o clima criado pela torcida e a dedicação dos atletas que estavam em campo. Não faltou vontade, mas infelizmente no futebol nem sempre quem tem mais vontade e raça consegue as vitórias.
Que a torcida Palmeirense mostre toda essa energia na série B do campeonato Brasileiro, é assim que o Verdão pode ser reconstruído, com muita união entre jogadores e torcedores, com um único objetivo, resgatar toda a história vitoriosa da gigante Sociedade Esportiva Palmeiras.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Corinthians não morreu!
O Corinthians não fez um bom jogo na argentina na noite desta quarta feira, foi uma atuação ruim do coletivo e também da individualidade. Jogadores importantes como Sheik, Danilo, Guerrero e Paulinho não estiveram bem na partida. O espaço entre defesa, meio campo e ataque era muito grande, jogadores distantes e isso favoreceu muito o Boca Juniors que passou a dominar o meio campo e controlar o jogo da forma que o favorecia.
O Corinthians teve menos posse de bola e ainda errou muitos passes durante o jogo. Argumentar que o Corinthians sentiu o peso e a pressão de La Bombonera não é a realidade, ate porque, o Corinthians já jogou contra esse mesmo Boca em 2012, não sentiu e também não sofreu com isso ao enfrentar o Chelsea no mundial de clubes, foi apenas um jogo ruim do Timão, o que e bem normal e pode ocorrer, assim como não é nenhum absurdo perder para o Boca em Bombonera.
O Corinthians tem muito mais qualidade atualmente que o Boca Juniors, individualmente e coletivamente, por isso não e necessário esse desespero toda por causa desta derrota do Timão na Libertadores. O Corinthians vai jogar no Pacaembu, diante da sua torcida e dificilmente o Corinthians vai jogar mal pela segunda vez na mesma competição.
Dizer que o Corinthians será eliminado baseado em um jogo ruim contra o Boca é um tremendo exagero, assim como era exagerada a expectativa que o Corinthians atropelaria o time argentino nos dois jogos. Futebol não é assim, preciso avaliar o que representa os dois times na competição e a história do Boca tem que ser respeitada, mas o Corinthians tem todas as condições de construir uma bela vitoria no Pacaembu e assim garantir vaga a próxima fase da Libertadores.
O Corinthians teve menos posse de bola e ainda errou muitos passes durante o jogo. Argumentar que o Corinthians sentiu o peso e a pressão de La Bombonera não é a realidade, ate porque, o Corinthians já jogou contra esse mesmo Boca em 2012, não sentiu e também não sofreu com isso ao enfrentar o Chelsea no mundial de clubes, foi apenas um jogo ruim do Timão, o que e bem normal e pode ocorrer, assim como não é nenhum absurdo perder para o Boca em Bombonera.
O Corinthians tem muito mais qualidade atualmente que o Boca Juniors, individualmente e coletivamente, por isso não e necessário esse desespero toda por causa desta derrota do Timão na Libertadores. O Corinthians vai jogar no Pacaembu, diante da sua torcida e dificilmente o Corinthians vai jogar mal pela segunda vez na mesma competição.
Dizer que o Corinthians será eliminado baseado em um jogo ruim contra o Boca é um tremendo exagero, assim como era exagerada a expectativa que o Corinthians atropelaria o time argentino nos dois jogos. Futebol não é assim, preciso avaliar o que representa os dois times na competição e a história do Boca tem que ser respeitada, mas o Corinthians tem todas as condições de construir uma bela vitoria no Pacaembu e assim garantir vaga a próxima fase da Libertadores.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Brasil já escolheu o culpado!
O torcedor brasileiro sempre foi muito imediatista e bipolar em suas opiniões, principalmente quando o assunto é o futebol. Não é de hoje que o craque da quarta-feira, vira a porcaria do fim de semana, tudo muda depois de 90 minutos, e então o jogador que era contestado, passa a ser gênio, mas no próximo jogo ele pode voltar a ser aquele que não serve, caso não repita atuação do jogo anterior.
Mas além desta bipolaridade imbecil, outro aspecto que envolve o torcedor brasileiro é a mania de se procurar um culpado para explicar uma derrota, um fracasso ou um mal desempenho. Em se tratando do futebol isso é cada dia mais inaceitável. É preciso entender que o futebol é um esporte coletivo e não individual. Ninguém vence ou perde uma partida sozinho, se o pensamento de quem assiste é esse, é melhor mudar do futebol para o tênis, que é um esporte individual e permite que uma pessoa decida um jogo.
Quando um time não consegue construir jogadas, não é culpa apenas de um jogador, é de todo o conjunto e não apenas dos meias e dos atacantes. O mesmo acontece quando se sofre um gol, não apenas culpa do zagueiro, mas de todo o time que permitiu que o adversário tivesse essa oportunidade de gol.
É impossível no futebol culpar um jogador para explicar o desempenho ruim de uma equipe.
Mas no Brasil isso acontece com freqüência, o brasileiro não sabe perder e sempre tem a necessidade de encontrar um culpado. Parece que vai se sentir melhor caso eleja um para crucificar, assim como aconteceu com Julio Cesar, Dunga e Felipe Melo após a eliminação para a Holanda na Copa de 2010.
E para a Copa do Mundo de 2014 o Brasil já escolheu quem será o responsável por uma possível derrota no mundial. O eleito é o atacante Neymar, o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, o único que faz algo diferente dentro do campo. Até hoje não consegui entender porque Neymar é tão esculhambado pela torcida brasileira nos jogos da Seleção.
Evidentemente que o Brasil não está jogando bem e consequentemente o futebol do Neymara não aparece, porque tudo faz parte do conjunto. Se taticamente a equipe não vai bem, é praticamente impossível um jogador se destacar e a torcida do Brasil não colabora nenhum um pouco, principalmente pelo clubismo.
Neymar hoje é muito mais criticado porque joga no Santos e sempre faz bons jogos contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians , Cruzeiro, Atlético, Flamengo entre outros e isso irrita os rivais do Peixe, que levam o seu sentimento ferido pelo gênio da Vila Belmiro para a Seleção, responsabilizando ele indevidamente por qualquer jogo ruim do Brasil.
É, o grande pecado de Neymar é jogar no Santos e não no Corinthians, São Paulo, Flamengo ou Atlético. No jogo Brasil x Chile, Neymar fez um gol e deu assistência para outro e foi chamado de pipoqueiro, enquanto que Ronaldinho Gaucho, que mal pegou na bola passou ileso as criticas da torcida.
A torcida brasileira está deteriorando o principal jogador da Seleção Brasileira, qual o espírito de um jogador que entra em campo sabendo que não vai poder errar um passe que prontamente já será esculhambado pela sua própria torcida? É um comportamento ridículo!
Mas o fato é que o Brasil já tem um culpado pelo fracasso na Copa do Mundo de 2014 e o nome dele é o Neymar. Espero que o mais rápido possível, Neymar vá jogar no futebol europeu, porque o brasileiro não merece ter o seu futebol por aqui e só vão valorizar ele de verdade no Brasil, quando estiver arrebentando em um grande clube da Europa, ai já será tarde demais.
Mas além desta bipolaridade imbecil, outro aspecto que envolve o torcedor brasileiro é a mania de se procurar um culpado para explicar uma derrota, um fracasso ou um mal desempenho. Em se tratando do futebol isso é cada dia mais inaceitável. É preciso entender que o futebol é um esporte coletivo e não individual. Ninguém vence ou perde uma partida sozinho, se o pensamento de quem assiste é esse, é melhor mudar do futebol para o tênis, que é um esporte individual e permite que uma pessoa decida um jogo.
Quando um time não consegue construir jogadas, não é culpa apenas de um jogador, é de todo o conjunto e não apenas dos meias e dos atacantes. O mesmo acontece quando se sofre um gol, não apenas culpa do zagueiro, mas de todo o time que permitiu que o adversário tivesse essa oportunidade de gol.
É impossível no futebol culpar um jogador para explicar o desempenho ruim de uma equipe.
Mas no Brasil isso acontece com freqüência, o brasileiro não sabe perder e sempre tem a necessidade de encontrar um culpado. Parece que vai se sentir melhor caso eleja um para crucificar, assim como aconteceu com Julio Cesar, Dunga e Felipe Melo após a eliminação para a Holanda na Copa de 2010.
E para a Copa do Mundo de 2014 o Brasil já escolheu quem será o responsável por uma possível derrota no mundial. O eleito é o atacante Neymar, o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, o único que faz algo diferente dentro do campo. Até hoje não consegui entender porque Neymar é tão esculhambado pela torcida brasileira nos jogos da Seleção.
Evidentemente que o Brasil não está jogando bem e consequentemente o futebol do Neymara não aparece, porque tudo faz parte do conjunto. Se taticamente a equipe não vai bem, é praticamente impossível um jogador se destacar e a torcida do Brasil não colabora nenhum um pouco, principalmente pelo clubismo.
Neymar hoje é muito mais criticado porque joga no Santos e sempre faz bons jogos contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians , Cruzeiro, Atlético, Flamengo entre outros e isso irrita os rivais do Peixe, que levam o seu sentimento ferido pelo gênio da Vila Belmiro para a Seleção, responsabilizando ele indevidamente por qualquer jogo ruim do Brasil.
É, o grande pecado de Neymar é jogar no Santos e não no Corinthians, São Paulo, Flamengo ou Atlético. No jogo Brasil x Chile, Neymar fez um gol e deu assistência para outro e foi chamado de pipoqueiro, enquanto que Ronaldinho Gaucho, que mal pegou na bola passou ileso as criticas da torcida.
A torcida brasileira está deteriorando o principal jogador da Seleção Brasileira, qual o espírito de um jogador que entra em campo sabendo que não vai poder errar um passe que prontamente já será esculhambado pela sua própria torcida? É um comportamento ridículo!
Mas o fato é que o Brasil já tem um culpado pelo fracasso na Copa do Mundo de 2014 e o nome dele é o Neymar. Espero que o mais rápido possível, Neymar vá jogar no futebol europeu, porque o brasileiro não merece ter o seu futebol por aqui e só vão valorizar ele de verdade no Brasil, quando estiver arrebentando em um grande clube da Europa, ai já será tarde demais.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
O time da Fé chegou!

Fé! Uma palavra com origem no Latim "fides" que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa. É uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva, para melhor.
Essa palavra resume muito bem o que foi a noite de quarta-feira, na Libertaores. O torcedor do São Paulo transformou o Morumbi em uma verdadeira ‘Catedral da Fé’, com mais de 50 mil apaixonados pelo Tricolor empurrando durante todo o tempo o São Paulo contra o Atlético MG.
E não somente nas arquibancadas, antes da partida um mar de torcedores estava em frente ao portão principal para recepcionar a chegada do time ao estádio. E durante a partida o torcedor sabia que seu papel era fundamental e não deixou a desejar.
Afinal, o São Paulo precisa vencer o melhor time da Libertadores e não seria uma missão fácil. Evidentemente que o Tricolor tecnicamente é inferior ao Galo, mas no futebol nem sempre que tem mais qualidade prevalece, é um conjunto de fatores, a vontade e a questão psicológica são fundamentais.
E durante os 90 minutos a torcida foi o décimo segundo jogador do São Paulo, em cada carrinho, cada bico na bola, cada defesa, cada drible, cada passe, a torcida participou, de todos os lances do jogo e o São Paulo mostrou em campo muita garra e determinação, conseguindo assim superar o Atlético MG em dois lances decisivos.
No primeiro gol, lançamento do Osvaldo, pênalti sofrido por Aloísio que com muita frieza e tranqüilidade, o Mito Rogério Ceni, converteu, se tornando o maior artilheiro do São Paulo na Libertadores, com 14 gols marcados. Já no segundo gol, um lançamento primoroso de Paulo Henrique Ganso, na ponta direita para Osvaldo cruzar, resultando no gol de Ademilson.
O Galo não esteve bem em campo, o Atlético sempre jogou de forma muito compacta e os jogadores estavam muito um longe do outro e a marcação do São Paulo era implacável. Porém, quando o Tricolor roubava a bola, não tinha muita qualidade para construir as jogadas e em muitas oportunidades brigou com a bola, principalmente no primeiro tempo.
Com a vitoria de 2x0 frente o Atlético MG, o São Paulo garantiu a classificação para a próxima fase da Libertadores.
É o time da fé chegou e agora?
Raça, vontade, determinação são importantes, mas não é tudo, da mesma maneira que apenas ter técnica não resolve uma partida. Tudo é um conjunto, evidentemente que com a volta de Jadson, o São Paulo evolui, mas ainda precisa crescer mais tecnicamente.
Assim como o Palmeiras cresceu na Libertadores empurrado pela sua torcida na base da raça, com o São Paulo o cenário é o mesmo. Porém, não é apenas na base da vontade que São Paulo e Palmeiras vão chegar ao título, vão precisar melhorar muito ainda tecnicamente para seguir na competição.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Espanha, futebol bonito e títulos!

Por - Ione Freitas
Da fama de amarelona, a uma seleção temida, e que sabe jogar sobre pressão. Essa é a Espanha.
A Espanha sempre foi um centro de referência quando se fala em futebol, Real Madrid e Barcelona são dois dos times mais vencedores e conhecidos da história do futebol. Seu campeonato, La Liga, é um dos mais visto, e para a FIFA, o melhor campeonato do mundo.
Grandes craques já desfilaram seu futebol pelos gramados espanhóis, Cruyff, Zidane, Di Stefano, Romário, Ronaldo, Rivaldo...
Mas apesar de toda a fama do seu campeonato, quando se falava em seleção, a fama da Espanha era de amarelona. Sempre montava bons times, tinha ótimos jogadores, mas na hora da decisão sempre perdia, bem verdade que já fora prejudicada pela arbitragem em algumas Copas, mas no final foi de 'amarelona' que a Roja ficou conhecida.
Euro 2008, mais uma vez a Espanha chegava como uma das favoritas, mas todos já tinham na ponta da língua o discurso, 'favorita, mas sempre amarela em jogos decisivos'. E assim pouco se esperava daquela seleção. Uma primeira fase brilhante.
Nas quartas-de-final a Espanha enfrentou a Itália. O 0 a 0 nos 90 minutos e na prorrogação, levou o jogo aos penais, e ali nos pés de Fábregas acabou a fama de amarelona da Espanha. Último pênalti, Fábregas então reserva de luxo, e principal jogador do Arsenal, (ING), cobrou como se nem fosse Buffon que estivesse debaixo da trave italiana. Rumo a final, final essa contra a Alemanha, uma das seleções mais fortes, não só pelo elenco, mas pela história vencedora.
A Espanha mostrou que a posse e o toque de bola era seu ponto forte, mesmo enfrentando uma grande seleção e numa final, foi assim que eles provaram que podiam mudar a história. Gol de Torres, 1 a 0, suficiente para mostrar que aquele time estava pronto, pronto para fazer história. A Espanha jogava com seus jogadores se movendo simultaneamente, pressão na saída de bola. Ditava um ritmo de jogo, e enchia os olhos dos torcedores.
Dois anos se passaram, e a Espanha chegava a Copa da África como uma das favoritas, mas agora sem a fama de 'amarelona'. A derrota logo na estreia para a Suíça colocaram em duvida se a Espanha realmente era uma realidade.
Mas nos jogos seguintes mostrou que sim. Mesmo tendo uma posse de bola e criando muitas chances, a Espanha não aplicou goleadas na Copa, mas construiu suas vitórias alá Espanha, posse e muito toque de bola. Assim colocava seus adversários literalmente na roda. Nada de chutão, técnica refinada e jogadas trabalhadas, era a marca espanhola. Uma Copa inédita, para um time que marcou história, provando que pode jogar bonito, e conquistar títulos.
E essa geração não quis parar por ai, fez história mais uma vez ao conquistar novamente a Euro-2012. Feito inédito. Nunca antes uma seleção havia conquistado, Euro, (2008), Copa, (2010), Euro, (2012).
Fala-se que essa Espanha é uma copia da Holanda de 74, que ficou conhecida como a Laranja Mecânica. É fato que foi Cruyff que implantou tal filosofia no Barcelona. Mas é fato também que a Espanha aprimorou, e não só conquistou o mundo pelo futebol bonito, mas também conquistou títulos.
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