É, a semana está terminando, amanhece mais uma sexta-feira, e com ela toda a expectativa de no fim do dia poder desfrutar da companhia de amigos, namorado ou ficante, para assim comemorar a chegada de mais um fim de semana. Afinal, os termômetros marcam 28 graus em São Paulo, o céu está azul e com esse calor a noite promete muito.
Porém, Monica parece não se entusiasmar muito com os dias de folga que terá pela frente. Pelo contrario, no momento que está lendo os jornais enquanto toma o seu café e percebe que já é sexta-feira, reflete. –Bem que poderiam surgir alguns clientes novos para poder ocupar meu tempo com trabalho, pelo menos neste fim de semana.
Imediatamente segue para a sua empresa, ela é proprietária de uma agência de propaganda e marketing. Depois de horas e horas de muito trabalho, está acabando mais um dia, praticamente todos os seus funcionários já se foram, restando apenas a sua secretária particular que também é dispensada por Monica.
Sozinha e com todas as obrigações da semana cumpridas, por um momento ela deixa a sua mesa de trabalho e caminha até um confortável sofá que existe em sua sala, deita um pouco e começa a refletir sobre sua vida e tudo que está acontecendo nela.
Apesar de profissionalmente ser uma mulher independente e muita segura de suas decisões em relação ao trabalho, no entanto, ela não mostra toda essa confiança quando o assunto é a via afetiva.
Monica já namora há três anos e a maneira de como o seu namorado é apaixonado por ela tem tirado o seu sono. Por ele os dois estariam noivos ou quem sabe até casados já. Ele é o tipo de namorado que toda mulher poderia achar ideal, trabalhador, honesto e faz de tudo para agradar a sua namorada e sempre quando possível aparece com presente surpresa.
Porém, nos últimos seis meses Monica não tem sentido o mesmo entusiasmo do início da relação. Ela se sente fria e muito intranquila por não conseguir neste momento corresponder todo o amor que seu namorado sente por ela.
Em diversos momentos já pensou em conversar para tentar pelo menos dar um tempo neste relacionamento. Mas toda vez que ensaia ter essa conversa não reúne forças o suficiente. Até porque, apesar de não sentir mais aquela paixão do começo de namoro, ela tem muito carinho por ele e não quer vê-lo triste e magoado por conta da sua decisão.
Além deste aspecto, outros fatores preocupam a sua cabeça. Durante esses três anos de namoro, foi criado um vinculo familiar enorme. Ela tem muita afinidade com a família dele e o mesmo acontece do lado inverso. Todas as datas comemorativas, como natal, virada de ano entre outras, as famílias estiveram juntas e uma separação pode resultar no sofrimento de todos.
Refletindo com os olhos fechados no sofá de sua sala, o primeiro pensamento é a obrigação de sair com seu namorado nesta sexta-feira. –Poxa daqui a pouco vou ter que sair com ele, me sinto tão incomodada com essa situação, estou na companhia dele só por estar, parece mais uma obrigação, mas ao mesmo tempo se não for ele pode ficar magoado.
Então Monica, começa a pensar o porquê o seu relacionamento que no início era entusiasmante hoje virou algo a contra gosto.
“No início era muito bom, todo final de semana estávamos em um lugar diferente, conhecendo pessoas novas, ele se interessava por tudo no meu trabalho e eu também pelo dele. Mas já faz tempo que vamos aos mesmos lugares, jantamos nos mesmo restaurantes, vamos aos mesmos motéis, ele não se interessa mais pelo meu trabalho e também não faço muita questão de perguntar do dele. Não tenho mais aquela preocupação de saber como ele está e o principal meu coração não bate mais forte quando nos vemos. Parece que virou uma rotina chata e que faço tudo por obrigação”.
Ainda deitada no sofá Monica abre os olhos, senta e pega o celular. A ligação é para o seu namorado e como nas outras vezes, ele atende com muito carinho e secamente ela diz, “não vamos para a balada que marcamos ontem, precisamos conversar um pouco”, do outro lado da linha demonstrando preocupação ele pergunta se aconteceu alguma coisa e Monica responde que é melhor conversar pessoalmente.
Quando desliga o telefone, Monica está decidida, é o momento de dar pelo menos um tempo nessa relação, vai ser difícil para ele, mas vai entender. Porém, quando começa a arrumar as suas coisas e observa uma foto dos dois juntos na sua mesa ela reflete. “Mas será que essa é a melhor decisão mesmo, vou pedir um tempo e ficar sozinha? Não gosto de ficar só, me sinto tão mal”.
Momentos depois seu namorado chega ao escritório e traz consigo uma caixa de chocolates. Ela abre um sorriso, agradece e ele pergunta o que aconteceu? Então ela começa a relatar a situação que havia pensado minutos antes. Imediatamente ele pergunta se tinha se interessado por outra pessoa e com muita segurança ela responde que não, que precisa de pelo menos um tempo para reavaliar toda a situação.
“Eu sei que é difícil para você, tem sido uma pessoa maravilhosa comigo e com toda a minha família e jamais vou esquecer toda a sua dedicação, mas preciso deste espaço”, então carinhosamente ele segura a mão dela e responde.
“Monica você é uma pessoa muito especial e realmente senti você distante, mas pensei que fosse algo relacionado ao trabalho. Não adianta apenas eu querer, os dois precisam estar na mesma sintonia. Se acredita que é melhor ficarmos um tempo separados, tudo bem e mesmo que você entenda que não é possível voltarmos, vou respeitar a sua decisão”.
A conversa termina com um abraço longo e lagrimas escoam dos rostos neste momento.
Quando chega em casa até a fisionomia de Monica, já tinha mudado, parecia ter tirado um enorme peso das costas.
Enquanto estava na sua cama para ter mais uma noite de sono pensou.
–Poxa fiquei com tanto medo da reação dele fosse algo difícil de suportar, mas foi bem melhor que imaginei. Estou com o coração leve, não deveria ter ficado tanto tempo com medo de expor o que estava sentindo. Nosso relacionamento já estava muito desgastado pelo tempo e pela rotina que nosso namoro se tornou. E seria muita covardia minha ficar com alguém que já não amo mais apenas pela comodidade de ter alguém ou por medo da solidão, não estava sendo justa com ele. Estou bem comigo mesma, sem peso na consciência e o tempo vai mostrar qual a melhor decisão a ser tomada na minha vida, sem pressa e sem nenhum tipo de pressão.
E depois de alguns meses acordando de madrugada e dormindo angustiada. Monica enfim consegue dormir sem nenhum tipo de culpa.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Celso Giglio recorre da decisão do TRE e mantém candidatura à prefeito de Osasco!
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) reformou a decisão tomada em primeira instância e indeferiu por unanimidade nesta segunda-feira, o registro de candidatura de Celso Giglio (PSDB) a prefeito de Osasco.
A decisão teve como base, a reprovação pela Câmara Municipal das contas da prefeitura de 2004, quando Giglio era prefeito da cidade.
Em primeira instância, no dia 3 de agosto, a justiça eleitoral havia negado o pedido de impugnação da candidatura de Giglio. Porém, o candidato a vereador Marcossuel Ciclista (PV), autor do pedido, recorreu ao TRE, que agora decidiu que o tucano não pode concorrer.
Em nota, Celso Giglio afirmou que a sua campanha vai continuar.
“O julgamento do TRE baseou-se na reprovação das minhas contas efetuada pelos vereadores petistas de Osasco, meus adversários políticos. Estou com a consciência tranquila e vou seguir firme na minha campanha apresentando as melhores propostas para a cidade, que me levaram à ampla liderança nas pesquisas de intenção de voto”, afirma.
Giglio também informa que recorrerá da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que confia na jurisprudência para validar novamente a sua candidatura.
“Esse julgamento não é definitivo. O TSE não considera rejeição de contas como motivo de impugnação, como prova ampla jurisprudência. Tenho certeza de que minha candidatura será deferida em Brasília. Os osasquenses conhecem a minha vida publica. Eles sabem o que fiz por Osasco e o que é melhor para a cidade”, declara Giglio.
A decisão teve como base, a reprovação pela Câmara Municipal das contas da prefeitura de 2004, quando Giglio era prefeito da cidade.
Em primeira instância, no dia 3 de agosto, a justiça eleitoral havia negado o pedido de impugnação da candidatura de Giglio. Porém, o candidato a vereador Marcossuel Ciclista (PV), autor do pedido, recorreu ao TRE, que agora decidiu que o tucano não pode concorrer.
Em nota, Celso Giglio afirmou que a sua campanha vai continuar.
“O julgamento do TRE baseou-se na reprovação das minhas contas efetuada pelos vereadores petistas de Osasco, meus adversários políticos. Estou com a consciência tranquila e vou seguir firme na minha campanha apresentando as melhores propostas para a cidade, que me levaram à ampla liderança nas pesquisas de intenção de voto”, afirma.
Giglio também informa que recorrerá da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que confia na jurisprudência para validar novamente a sua candidatura.
“Esse julgamento não é definitivo. O TSE não considera rejeição de contas como motivo de impugnação, como prova ampla jurisprudência. Tenho certeza de que minha candidatura será deferida em Brasília. Os osasquenses conhecem a minha vida publica. Eles sabem o que fiz por Osasco e o que é melhor para a cidade”, declara Giglio.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Marta Suplicy entra na campanha de Jorge Lapas em Osasco!
A ex-prefeita de São Paulo e senadora Marta Suplicy (PT-SP) gravou depoimento de apoio a candidatura petista à prefeitura de Osasco, Jorge Lapas, que substitui João Paulo Cunha, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
No depoimento para Lapas, Marta afirma, “Osasco pode confiar em Jorge Lapas, no meu governo aqui em São Paulo eu confiei, e olha, deu super certo. Junto com Haddad, em São Paulo, Lapas vai fazer uma boa parceria para solucionar os problemas e melhorar a qualidade de vida na região metropolitana. Continuando o trabalho já realizado pelo Emidio”.
Jorge Lapas, candidato a prefeito de Osasco, trabalhou com Marta Suplicy, em São Paulo como coordenador de obras. E o núcleo de campanha do petista acredita que a ex-prefeita, pode acrescentar muito no pleito deste ano.
Emidio dentro da campanha!
Após o lançamento oficial da candidatura de Lapas à prefeitura de Osasco, Emidio pediu licença do cargo de prefeito, assumiu a coordenação geral da campanha e mergulhou de cabeça no processo eleitoral.
A estratégia adotada pelo PT neste momento em Osasco é vincular o nome de Emidio, com o de Lapas e já é possível observar no material de divulgação do petista, fotos de Lapas com Emidio.
Bem diferente da campanha de João Paulo Cunha, que não contou com esse empenho todo de Emidio. Apesar de oficialmente sempre declarar apoio incondicional ao companheiro de partido, era notório a divisão que existia internamente entre os grupos políticos de João Paulo e Emidio dentro do PT.
Lapas, participou do secretariado de Emidio, nos oito anos de governo e o principal desafio da campanha petista é popularizar o seu nome e levar ao conhecimento de toda a população em menos de 30 dias que Lapas, é o candidato do Emidio a prefeito de Osasco.
Uma tarefa nada fácil, principalmente em uma cidade que o programa eleitoral de TV não funciona, devido à baixa audiência das emissoras que estão estabelecidas em Osasco.
No depoimento para Lapas, Marta afirma, “Osasco pode confiar em Jorge Lapas, no meu governo aqui em São Paulo eu confiei, e olha, deu super certo. Junto com Haddad, em São Paulo, Lapas vai fazer uma boa parceria para solucionar os problemas e melhorar a qualidade de vida na região metropolitana. Continuando o trabalho já realizado pelo Emidio”.
Jorge Lapas, candidato a prefeito de Osasco, trabalhou com Marta Suplicy, em São Paulo como coordenador de obras. E o núcleo de campanha do petista acredita que a ex-prefeita, pode acrescentar muito no pleito deste ano.
Emidio dentro da campanha!
Após o lançamento oficial da candidatura de Lapas à prefeitura de Osasco, Emidio pediu licença do cargo de prefeito, assumiu a coordenação geral da campanha e mergulhou de cabeça no processo eleitoral.
A estratégia adotada pelo PT neste momento em Osasco é vincular o nome de Emidio, com o de Lapas e já é possível observar no material de divulgação do petista, fotos de Lapas com Emidio.
Bem diferente da campanha de João Paulo Cunha, que não contou com esse empenho todo de Emidio. Apesar de oficialmente sempre declarar apoio incondicional ao companheiro de partido, era notório a divisão que existia internamente entre os grupos políticos de João Paulo e Emidio dentro do PT.
Lapas, participou do secretariado de Emidio, nos oito anos de governo e o principal desafio da campanha petista é popularizar o seu nome e levar ao conhecimento de toda a população em menos de 30 dias que Lapas, é o candidato do Emidio a prefeito de Osasco.
Uma tarefa nada fácil, principalmente em uma cidade que o programa eleitoral de TV não funciona, devido à baixa audiência das emissoras que estão estabelecidas em Osasco.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O torcedor não vai respeitar a sua história!
Respeito todos os defensores de amor à camisa no futebol. Porém, discordo plenamente que a paixão por um clube pode ficar a frente da questão econômica e profissional que a cada dia está mais aflorada. Antigamente até era possível compreender que um jogador pudesse escolher ficar em um determinado clube ao invés de tentar uma carreira fora do Brasil, porém, hoje é muito raro.
Afinal, os valores oferecidos pelo mercado europeu representa a independência financeira de qualquer atleta, além da possibilidade de mostrar o seu talento para o mundo inteiro. Até porque, atuando apenas no Brasil dificilmente um jogador terá reconhecimento mundial, apenas em casos extraordinários como, por exemplo, o jovem Neymar, titular absoluto da Seleção Brasileira.
O anonimato de alguns bons jogadores que jogam apenas no Brasil é muito culpa dos próprios clubes e do calendário estabelecido no futebol Brasileiro. Os nossos times ficam escondidos dentro do Brasil, não saímos da própria toca e assim são desconhecidos no exterior.
Isso poderia ser corrigido com datas onde as equipes brasileiras excursionariam pelo exterior, fazendo assim uma pré-temporada em outros países, participando de amistosos com equipes da Europa, desta forma, os clubes ficariam um pouco mais conhecidos lá fora e os nossos jogadores também.
Tudo isso é colocado na balança pelo atleta quando ele recebe uma proposta para atuar no exterior, principalmente no mercado europeu. A paixão muitas vezes por um time é deixada de lado e tem que ser mesmo. Atualmente o futebol se transformou em um meio muito profissional, da mesma forma como qualquer outro ramo de atividade, quando uma pessoa recebe uma oferta de emprego melhor simplesmente muda de empresa e no futebol não é diferente.
No entanto, sempre tem o discurso dos apaixonados à moda antiga que condenam o atleta que aceita a primeira oferta que recebe alegando que ele não está valorizando tudo aquilo que a torcida fez por ele.
E novamente discordo muito desse pensamento, o torcedor é quem menos se importa com os jogadores. Torcedor se importa com títulos, quando a fase é boa e os títulos são conquistados tudo é uma maravilha, mas bastou a fase mudar e os resultados não acontecerem para os mesmos torcedores se voltarem contra aquele que idolatrava.
E hoje temos dois exemplos que evidenciam muito isso. O São Paulo investiu pouco mais de 6 milhões de euros para repatriar Luis Fabiano, que chegou recepcionado por uma festa gigantesca no Morumbi com juras de amor simultâneas entre jogador e torcida, mas bastou uma fase ruim do time que Luis Fabiano, foi chamado de pipoqueiro pela própria torcida.
Outro exemplo bem claro vive hoje o meia Paulo Henrique Ganso. Defendendo as cores do Peixe ele conquistou dois campeonatos Paulistas, Copa do Brasil, Libertadores e o vice-campeonato mundial.
Nesse período de conquistas era considerado o maestro da Vila Belmiro, idolatrado pela torcida, mas bastou passar por algumas lesões e o seu rendimento cair para Ganso, ver tudo que lhe era favorável virar contra si.
É o torcedor apagou da memória tudo aquilo que ele já fez pelo clube. A principal crítica contra Ganso, é porque está recebendo propostas de outros clubes. E o que tem de errado nisso, o futebol é profissional e cada um tem que priorizar o que é melhor para a sua carreira.
Por esses aspectos penso que o jogador quando recebe uma grande oferta não pode pensar duas vezes, tem que ir embora mesmo. Porque o torcedor nunca vai reconhecer o que ele já fez pelo clube quando passar por um momento ruim e toda a história de conquistas que já teve será jogada na lata do lixo.
Afinal, os valores oferecidos pelo mercado europeu representa a independência financeira de qualquer atleta, além da possibilidade de mostrar o seu talento para o mundo inteiro. Até porque, atuando apenas no Brasil dificilmente um jogador terá reconhecimento mundial, apenas em casos extraordinários como, por exemplo, o jovem Neymar, titular absoluto da Seleção Brasileira.
O anonimato de alguns bons jogadores que jogam apenas no Brasil é muito culpa dos próprios clubes e do calendário estabelecido no futebol Brasileiro. Os nossos times ficam escondidos dentro do Brasil, não saímos da própria toca e assim são desconhecidos no exterior.
Isso poderia ser corrigido com datas onde as equipes brasileiras excursionariam pelo exterior, fazendo assim uma pré-temporada em outros países, participando de amistosos com equipes da Europa, desta forma, os clubes ficariam um pouco mais conhecidos lá fora e os nossos jogadores também.
Tudo isso é colocado na balança pelo atleta quando ele recebe uma proposta para atuar no exterior, principalmente no mercado europeu. A paixão muitas vezes por um time é deixada de lado e tem que ser mesmo. Atualmente o futebol se transformou em um meio muito profissional, da mesma forma como qualquer outro ramo de atividade, quando uma pessoa recebe uma oferta de emprego melhor simplesmente muda de empresa e no futebol não é diferente.
No entanto, sempre tem o discurso dos apaixonados à moda antiga que condenam o atleta que aceita a primeira oferta que recebe alegando que ele não está valorizando tudo aquilo que a torcida fez por ele.
E novamente discordo muito desse pensamento, o torcedor é quem menos se importa com os jogadores. Torcedor se importa com títulos, quando a fase é boa e os títulos são conquistados tudo é uma maravilha, mas bastou a fase mudar e os resultados não acontecerem para os mesmos torcedores se voltarem contra aquele que idolatrava.
E hoje temos dois exemplos que evidenciam muito isso. O São Paulo investiu pouco mais de 6 milhões de euros para repatriar Luis Fabiano, que chegou recepcionado por uma festa gigantesca no Morumbi com juras de amor simultâneas entre jogador e torcida, mas bastou uma fase ruim do time que Luis Fabiano, foi chamado de pipoqueiro pela própria torcida.
Outro exemplo bem claro vive hoje o meia Paulo Henrique Ganso. Defendendo as cores do Peixe ele conquistou dois campeonatos Paulistas, Copa do Brasil, Libertadores e o vice-campeonato mundial.
Nesse período de conquistas era considerado o maestro da Vila Belmiro, idolatrado pela torcida, mas bastou passar por algumas lesões e o seu rendimento cair para Ganso, ver tudo que lhe era favorável virar contra si.
É o torcedor apagou da memória tudo aquilo que ele já fez pelo clube. A principal crítica contra Ganso, é porque está recebendo propostas de outros clubes. E o que tem de errado nisso, o futebol é profissional e cada um tem que priorizar o que é melhor para a sua carreira.
Por esses aspectos penso que o jogador quando recebe uma grande oferta não pode pensar duas vezes, tem que ir embora mesmo. Porque o torcedor nunca vai reconhecer o que ele já fez pelo clube quando passar por um momento ruim e toda a história de conquistas que já teve será jogada na lata do lixo.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Não me conquiste, é melhor assim!
Por - Denise Bonfim
Mais uma vez eu estou parada olhando nos teus olhos e pensando no que posso te dizer. Esse é o momento que, em tese, eu deveria te apontar com as palavras como sua presença tem sido importante pra mim. Tão atento e ao mesmo tempo, longe, confunde meus pensamentos a cada beijo.
Hoje você ligou. Perguntou como andavam as coisas, se eu estava bem, e se o trabalho ainda me consumia todo o tempo como de costume. Eu, do outro lado da linha, fingia responder com indiferença, mas já idealizava qual peça sairia do guarda roupa para ir ao seu encontro, a noite.
Você ainda não havia sequer falado no assunto, pra todos os efeitos, essa era apenas uma ligação “para saber se você está bem”. Mas há tempos já me acostumei com essa nossa rotina, essa nossa dinâmica confusa. Aprendi que no fim das contas, nosso jantar acaba virando um café da manhã.
Você chegaria as 19h15, com os já de praxe minutinhos de atraso, e eu nem me preocupei em apressar a maquiagem. Mais uma vez, um jantar, e com ele, aquela serie de situações que me fazem sentir tão confortável e segura como mulher. Ainda no telefone, diz sentir minha falta. Eu trato de me demorar um pouco mais na escolha do sapato.
Olho atenta, como sempre, esperando seu carro dobrar a esquina. Quando chega, você desce e dá a volta para apenas abrir a porta para mim. Um suspiro de alívio e uma poesia sobre cavalherismo me tomam os pensamentos por segundos.
O tempo passa, mas ainda somos os mesmos. “Somos quem podemos ser”, já dizia Humberto Gessinger em uma de suas bossas,que pra mim demorou um bocado pra fazer sentido. Chegamos ao restaurante, você pega a minha mão e toma minha frente, como se dissesse que te pertenço. Me protege do frio enquanto não achamos a mesa, e deixa o que vamos comer a minha escolha – “só dessa vez” – fez questão de falar.
Mais uma vez estou parada olhando nos teus olhos e pensando no que posso te dizer. Você está alí, sentado a mesa se prestando aos meus poucos caprichos. Por mais uma noite, você é meu. E as atitudes, um artifício para chegarmos juntos mais uma vez a hora do café.
Os gostos, quase todos acatados. Presentes, surpresas… Eu preciso suplicar para que não me conquiste? A sensação é de que em meios aos caminhos que o destino nos traça, uma hora, nos perderemos. E você deixará de ser meu, mesmo que por esporádicos jantares.
Não me conquiste ainda mais. Que tal continuarmos fingindo que nos consideramos apenas coadjuvantes, um na vida do outro, procurando motivos para não mostrar o que de fato, sabemos que acontece.
Peço, encarecidamente que não mais me conquiste, para não me apaixonar ainda mais, mas sim para continuar negando tudo que eu já consigo identificar sentir por você. Mais uma vez eu estou parada olhando nos teus olhos e pensando no que te dizer. Opto pelo silêncio. Não será dessa vez que vou me arriscar. Opto pelo garantido café.
Mais uma vez eu estou parada olhando nos teus olhos e pensando no que posso te dizer. Esse é o momento que, em tese, eu deveria te apontar com as palavras como sua presença tem sido importante pra mim. Tão atento e ao mesmo tempo, longe, confunde meus pensamentos a cada beijo.
Hoje você ligou. Perguntou como andavam as coisas, se eu estava bem, e se o trabalho ainda me consumia todo o tempo como de costume. Eu, do outro lado da linha, fingia responder com indiferença, mas já idealizava qual peça sairia do guarda roupa para ir ao seu encontro, a noite.
Você ainda não havia sequer falado no assunto, pra todos os efeitos, essa era apenas uma ligação “para saber se você está bem”. Mas há tempos já me acostumei com essa nossa rotina, essa nossa dinâmica confusa. Aprendi que no fim das contas, nosso jantar acaba virando um café da manhã.
Você chegaria as 19h15, com os já de praxe minutinhos de atraso, e eu nem me preocupei em apressar a maquiagem. Mais uma vez, um jantar, e com ele, aquela serie de situações que me fazem sentir tão confortável e segura como mulher. Ainda no telefone, diz sentir minha falta. Eu trato de me demorar um pouco mais na escolha do sapato.
Olho atenta, como sempre, esperando seu carro dobrar a esquina. Quando chega, você desce e dá a volta para apenas abrir a porta para mim. Um suspiro de alívio e uma poesia sobre cavalherismo me tomam os pensamentos por segundos.
O tempo passa, mas ainda somos os mesmos. “Somos quem podemos ser”, já dizia Humberto Gessinger em uma de suas bossas,que pra mim demorou um bocado pra fazer sentido. Chegamos ao restaurante, você pega a minha mão e toma minha frente, como se dissesse que te pertenço. Me protege do frio enquanto não achamos a mesa, e deixa o que vamos comer a minha escolha – “só dessa vez” – fez questão de falar.
Mais uma vez estou parada olhando nos teus olhos e pensando no que posso te dizer. Você está alí, sentado a mesa se prestando aos meus poucos caprichos. Por mais uma noite, você é meu. E as atitudes, um artifício para chegarmos juntos mais uma vez a hora do café.
Os gostos, quase todos acatados. Presentes, surpresas… Eu preciso suplicar para que não me conquiste? A sensação é de que em meios aos caminhos que o destino nos traça, uma hora, nos perderemos. E você deixará de ser meu, mesmo que por esporádicos jantares.
Não me conquiste ainda mais. Que tal continuarmos fingindo que nos consideramos apenas coadjuvantes, um na vida do outro, procurando motivos para não mostrar o que de fato, sabemos que acontece.
Peço, encarecidamente que não mais me conquiste, para não me apaixonar ainda mais, mas sim para continuar negando tudo que eu já consigo identificar sentir por você. Mais uma vez eu estou parada olhando nos teus olhos e pensando no que te dizer. Opto pelo silêncio. Não será dessa vez que vou me arriscar. Opto pelo garantido café.
sábado, 1 de setembro de 2012
Foi bom enquanto durou e sempre é possível amar novamente!
E terminava mais uma sexta-feira, após um dia intenso de trabalho, chega o momento mais delicado do dia para Ela. Quem a observa não imagina que horas antes estava envolvida pela adrenalina do poder Judiciário, provocada por processos estudados, debatidos no Tribunal com outros advogados e juízes, defendendo com muita segurança e confiança seus pontos de vista.
Porém, com o cair da noite e a proximidade do fim de semana toda a autoestima e firmeza nas palavras expressadas horas antes simplesmente desaparece. Faz frio em São Paulo, os termômetros marcam dez graus e a baixa temperatura parece ser ainda mais intensa dentro do seu coração.
Após o Jantar e vasculhar pelos mais de cem canais de sua TV por assinatura, é o momento de dormir e com esse frio, fica ainda melhor pegar no sono. Depois de preparar a sua cama com diversos edredons para o merecido descanso de mais uma semana de trabalho acontece algo que virou rotineiro.
No momento de se deitar uma pausa. Ela para, senta na poltrona ao lado do guarda roupa e apenas observa o vazio de sua cama forrada de edredons e travesseiros. É, a cama ainda é a mesma, comprada há pouco mais de três anos, naquele momento cheio de alegrias e expectativas de vivenciar um casamento perfeito e com um namorado sem defeitos.
E nesse momento todas as lembranças dos últimos três anos atingem seu coração, como se uma faca estivesse entrando em seu peito, tamanha é a angustia pela saudade dos momentos que não são mais possíveis e a pergunta que sempre atormenta suas noites continua sussurrando em seus ouvidos, mas por que não deu certo? Onde foi que eu errei? Por que teve que terminar assim?
A resposta é o silêncio e as lagrimas que escoam em seu rosto. Lentamente ela se levanta da Poltrona, deita na cama se embrulha e tenta dormir. Ao virar de lado sentiu apenas um grande espaço frio entre as saudades.
E apesar do corpo esgotado pelo dia duro de trabalho, a angustia provocada por esse sentimento de perda impede a chegada do sono. Sem conseguir dormir, ela senta na cama e acende o abajur, quando a luz é acesa, observa um pedaço de papel meio rasgado em baixo do seu guarda roupa, curiosa por não ter percebido antes, vai em direção ao guarda roupa, faz força, levanta, puxa o papel e retorna para sua cama.
No entanto, ainda se perguntando. - O que esse papel está fazendo aqui sem perceber antes? Aproveitando a luz do abajur, abre o papel que estava dobrado, pega os óculos na escrivaninha ao lado para ler o que está escrito.
Quando começa a ler esse misterioso papel, mais uma vez seus olhos transbordam de emoção. Era um texto com autor desconhecido dizendo.
“Nunca devemos nos cobrar e nos questionar por que um relacionamento não deu certo. Essa nunca foi uma pergunta correta a ser feita a si mesmo ou para outras pessoas. É uma pergunta mentirosa, porque pelo menor tempo que um relacionamento tenha durado é claro que ele deu certo sim! Tudo na vida tem um começo, meio e fim. Depois de um, dois, três ou quatro anos ao lado de uma pessoa é preciso ressaltar os momentos felizes que foram vivenciados. Esses momentos é motivo o suficiente para acreditar que deu certo e que foi bom enquanto durou. E não podemos esquecer que o bom da vida, é que sempre é possível começar uma nova história de amor, no momento que menos esperamos e até com quem nem pensávamos em ter qualquer tipo de relacionamento”.
As palavras escritas naquela simples folha de papel, parece ter entrado em seu coração como se tivesse tomado um choque de realidade.
Devagar, ela dobra novamente aquela folha desconhecida, coloca na escrivaninha ao lado da cama, apaga a luz do abajur e como se tivesse tirado um peso das costas e com a cabeça leve, deita-se novamente, o travesseiro parece flutuar e o frio da madrugada traz uma leve garoa que começa a cair no telhado, permitindo a chegada do seu sono.
E pela primeira vez, após seis meses de separação, Ela enfim consegue ter um sono tranquilo e renovado...
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O novo dono do São Paulo barrou a contratação de Felipão!
Após a saída do professor Muricy Ramalho, por pressão política a diretoria do São Paulo resolveu apostar em nomes normais, como Sergio Baresi, Paulo Cesar Carpegiane, Adilson Batista e Emerson Leão.
O presidente Juvenal Juvêncio, acreditava que apenas com toda a estrutura de trabalho oferecida pelo clube esses treinadores fariam o São Paulo campeão, o que dentro de campo não aconteceu.
Após modificar o elenco no início da temporada e ver mais um fracasso, novamente a diretoria fez mais do mesmo, demitiu o treinador. Mas não foi uma demissão normal para contratar outro técnico normal.
Juvenal e seus pares definiram que chegava o momento de contratar um técnico ‘medalhão’ que chegaria para fazer o time jogar e assumir algumas responsabilidades que a diretoria carregava quando optava por um treinador comum.
A primeira sondagem feita foi com Muricy Ramalho, a pedido de Juvenal Juvêncio, o auxiliar Milton Cruz, conversou com o treinador do Peixe, perguntando se existia o interesse dele em retornar ao Morumbi. A resposta de Muricy foi que estava feliz no Santos e que ninguém perturbava o trabalho dele, tendo assim paz para treinar o Peixe.
Sem a possibilidade de contar com Muricy, então dentro do São Paulo grande parte das pessoas ligadas ao coronel Juvenal Juvêncio, e o próprio presidente aprovaram buscar a contratação do técnico Luiz Felipe Scolari, um treinador que se encaixaria dentro do que Juvenal esperava do novo treinador.
No entanto, o nome de Felipão foi barrado pelo novo ‘dono do São Paulo’, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes, bateu o pé, chegando a afirmar internamente que se Felipão fosse contratado ele sairia pela outra porta.
João Paulo alegava que a contratação de Felipão afrontava muito o Palmeiras e não queria ficar mal com seus pares ligados ao Palestra Itália dentro do Governo do Estado. E mesmo contratriando muitos cardiais tricolores o presidente Juvenal resolveu ouvir João Paulo de Jesus Lopes.
O nome de Felipão foi descartado e o próprio João Paulo, insistiu para que Ney Franco, fosse procurado pela diretoria. É isso mesmo, além de barrar a possível contratação de Felipão, João Paulo de Jesus Lopes teve força política para indicar o nome do novo treinador.
No meu conceito Felipão, seria o técnico ideal para dirigir o São Paulo neste momento, além ser um ótimo treinador tem a personalidade de dirigir a equipe que o Tricolor necessitava neste momento.
Ney Franco não é um técnico ruim, pelo contrario já fez bons trabalhos, principalmente nas categorias de base da Seleção Brasileira. Mas é mais um treinador que chega com prazo de validade. Não é um técnico que vai suportar uma série de derrota e não é um técnico que pode mudar a personalidade do elenco.
Dentro de campo o São Paulo não mudou em relação à saída de Emerson Leão, as duas vitórias foram enganosas. O time teve dificuldade para marcar os reservas do Coritiba dentro do Morumbi, aliás, a marcação e a pegada do São Paulo é um problema grave. Ney Franco terá muito trabalho para fazer o Tricolor funcionar e se a diretoria não atrapalhar já será um bom começo...
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