terça-feira, 14 de maio de 2013

Palmeiras caiu, mas a torcida que canta e vibra emocionou!


Dentro de campo foi uma noite frustrante pela maneira que o Palmeiras perdeu o jogo para o Tijuana na noite desta terça-feira, a falha do bom goleiro Bruno, acabou abalando muito o time e evidentemente influenciou muito na desclassificação do time na Libertadores. Mas vamos lembrar que o futebol é um esporte coletivo e no conjunto da obra o Palmeiras todo não esteve bem.

Não entendo ser justo crucificar apenas o Bruno, por essa eliminação, afinal, no México o Palmeiras empatou porque ele teve uma atuação perfeita e salvou o Palmeiras da derrota. Então ele não pode ser gênio em uma partida e não servir mais para o Palmeiras no jogo seguinte, é uma maneira muito simplista de analisar o futebol. Falhas acontecem e foi em um momento importante, assim como na final da Copa do Brasil em 2012, o Bruno foi decisivo quando praticamente fechou o gol na primeira partida diante do Coritiba na Arena Barueri.

E penso que é muito mais legal o torcedor neste momento lembrar dos momentos bons que o Bruno honrou a camisa do Palmeiras do que crucificar ele que é formado no Palmeiras e tem sangue palestrino, por um jogo.

Mas hoje não vou falar muito das falhas do Palmeiras que resultaram nessa eliminação na Libertadores, afinal, nem o Palmeirense mais otimista poderia imaginar que o seu time que pouco investiu financeiramente na temporada venderia essa desclassificação mais caro que o São Paulo, por exemplo, que investiu muito mais na competição.

Quero destacar o importante papel do torcedor palmeirense nessa Libertadores. O torcedor que esteve nas arquibancadas do Pacaembu, não para ver o Kleber, Wesley, Thiago Real, Henrique ou o Souza, até porque, o torcedor sabia que o time tecnicamente jogava muito mais na base da vontade do que da técnica.

Acima de tudo o Palmeirense foi ver o Palmeiras, foi empurrar o Palmeiras, foi cantar o nome do Palmeiras, que é muito maior do que qualquer jogador. Durante todos os jogos na Libertadores não faltou incentivo por parte da torcida Palmeiras....

A nação que canta e vibra mostrou toda a grandeza da camisa do Palmeiras e foi de se emocionar. Particularmente desde 1998 quando o Brasil perdeu a final para a França na Copa do Mundo eu não ficava tão triste com a derrota de um time como fiquei na noite desta terça-feira, e vale destacar que não sou palmeirense.

Mas aposto que todo profissional que esteve no Pacaembu nesta terça, torceu pelo menos um pouco para o Palmeiras. Foi impossível não se emocionar com o clima criado pela torcida e a dedicação dos atletas que estavam em campo. Não faltou vontade, mas infelizmente no futebol nem sempre quem tem mais vontade e raça consegue as vitórias.

Que a torcida Palmeirense mostre toda essa energia na série B do campeonato Brasileiro, é assim que o Verdão pode ser reconstruído, com muita união entre jogadores e torcedores, com um único objetivo, resgatar toda a história vitoriosa da gigante Sociedade Esportiva Palmeiras.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Corinthians não morreu!

O Corinthians não fez um bom jogo na argentina na noite desta quarta feira, foi uma atuação ruim do coletivo e também da individualidade. Jogadores importantes como Sheik, Danilo, Guerrero e Paulinho não estiveram bem na partida. O espaço entre defesa, meio campo e ataque era muito grande, jogadores distantes e isso favoreceu muito o Boca Juniors que passou a dominar o meio campo e controlar o jogo da forma que o favorecia.

O Corinthians teve menos posse de bola e ainda errou muitos passes durante o jogo. Argumentar que o Corinthians sentiu o peso e a pressão de La Bombonera não é a realidade, ate porque, o Corinthians já jogou contra esse mesmo Boca em 2012, não sentiu e também não sofreu com isso ao enfrentar o Chelsea no mundial de clubes, foi apenas um jogo ruim do Timão, o que e bem normal e pode ocorrer, assim como não é nenhum absurdo perder para o Boca em Bombonera.

O Corinthians tem muito mais qualidade atualmente que o Boca Juniors, individualmente e coletivamente, por isso não e necessário esse desespero toda por causa desta derrota do Timão na Libertadores. O Corinthians vai jogar no Pacaembu, diante da sua torcida e dificilmente o Corinthians vai jogar mal pela segunda vez na mesma competição.

Dizer que o Corinthians será eliminado baseado em um jogo ruim contra o Boca é um tremendo exagero, assim como era exagerada a expectativa que o Corinthians atropelaria o time argentino nos dois jogos. Futebol não é assim, preciso avaliar o que representa os dois times na competição e a história do Boca tem que ser respeitada, mas o Corinthians tem todas as condições de construir uma bela vitoria no Pacaembu e assim garantir vaga a próxima fase da Libertadores.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Brasil já escolheu o culpado!

O torcedor brasileiro sempre foi muito imediatista e bipolar em suas opiniões, principalmente quando o assunto é o futebol. Não é de hoje que o craque da quarta-feira, vira a porcaria do fim de semana, tudo muda depois de 90 minutos, e então o jogador que era contestado, passa a ser gênio, mas no próximo jogo ele pode voltar a ser aquele que não serve, caso não repita atuação do jogo anterior.

Mas além desta bipolaridade imbecil, outro aspecto que envolve o torcedor brasileiro é a mania de se procurar um culpado para explicar uma derrota, um fracasso ou um mal desempenho. Em se tratando do futebol isso é cada dia mais inaceitável. É preciso entender que o futebol é um esporte coletivo e não individual. Ninguém vence ou perde uma partida sozinho, se o pensamento de quem assiste é esse, é melhor mudar do futebol para o tênis, que é um esporte individual e permite que uma pessoa decida um jogo.

Quando um time não consegue construir jogadas, não é culpa apenas de um jogador, é de todo o conjunto e não apenas dos meias e dos atacantes. O mesmo acontece quando se sofre um gol, não apenas culpa do zagueiro, mas de todo o time que permitiu que o adversário tivesse essa oportunidade de gol.

É impossível no futebol culpar um jogador para explicar o desempenho ruim de uma equipe.

Mas no Brasil isso acontece com freqüência, o brasileiro não sabe perder e sempre tem a necessidade de encontrar um culpado. Parece que vai se sentir melhor caso eleja um para crucificar, assim como aconteceu com Julio Cesar, Dunga e Felipe Melo após a eliminação para a Holanda na Copa de 2010.

E para a Copa do Mundo de 2014 o Brasil já escolheu quem será o responsável por uma possível derrota no mundial. O eleito é o atacante Neymar, o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, o único que faz algo diferente dentro do campo. Até hoje não consegui entender porque Neymar é tão esculhambado pela torcida brasileira nos jogos da Seleção.

Evidentemente que o Brasil não está jogando bem e consequentemente o futebol do Neymara não aparece, porque tudo faz parte do conjunto. Se taticamente a equipe não vai bem, é praticamente impossível um jogador se destacar e a torcida do Brasil não colabora nenhum um pouco, principalmente pelo clubismo.

Neymar hoje é muito mais criticado porque joga no Santos e sempre faz bons jogos contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians , Cruzeiro, Atlético, Flamengo entre outros e isso irrita os rivais do Peixe, que levam o seu sentimento ferido pelo gênio da Vila Belmiro para a Seleção, responsabilizando ele indevidamente por qualquer jogo ruim do Brasil.

É, o grande pecado de Neymar é jogar no Santos e não no Corinthians, São Paulo, Flamengo ou Atlético. No jogo Brasil x Chile, Neymar fez um gol e deu assistência para outro e foi chamado de pipoqueiro, enquanto que Ronaldinho Gaucho, que mal pegou na bola passou ileso as criticas da torcida.

A torcida brasileira está deteriorando o principal jogador da Seleção Brasileira, qual o espírito de um jogador que entra em campo sabendo que não vai poder errar um passe que prontamente já será esculhambado pela sua própria torcida? É um comportamento ridículo!

Mas o fato é que o Brasil já tem um culpado pelo fracasso na Copa do Mundo de 2014 e o nome dele é o Neymar. Espero que o mais rápido possível, Neymar vá jogar no futebol europeu, porque o brasileiro não merece ter o seu futebol por aqui e só vão valorizar ele de verdade no Brasil, quando estiver arrebentando em um grande clube da Europa, ai já será tarde demais.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

O time da Fé chegou!


Fé! Uma palavra com origem no Latim "fides" que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa. É uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

Essa palavra resume muito bem o que foi a noite de quarta-feira, na Libertaores. O torcedor do São Paulo transformou o Morumbi em uma verdadeira ‘Catedral da Fé’, com mais de 50 mil apaixonados pelo Tricolor empurrando durante todo o tempo o São Paulo contra o Atlético MG.

E não somente nas arquibancadas, antes da partida um mar de torcedores estava em frente ao portão principal para recepcionar a chegada do time ao estádio. E durante a partida o torcedor sabia que seu papel era fundamental e não deixou a desejar.

Afinal, o São Paulo precisa vencer o melhor time da Libertadores e não seria uma missão fácil. Evidentemente que o Tricolor tecnicamente é inferior ao Galo, mas no futebol nem sempre que tem mais qualidade prevalece, é um conjunto de fatores, a vontade e a questão psicológica são fundamentais.

E durante os 90 minutos a torcida foi o décimo segundo jogador do São Paulo, em cada carrinho, cada bico na bola, cada defesa, cada drible, cada passe, a torcida participou, de todos os lances do jogo e o São Paulo mostrou em campo muita garra e determinação, conseguindo assim superar o Atlético MG em dois lances decisivos.

No primeiro gol, lançamento do Osvaldo, pênalti sofrido por Aloísio que com muita frieza e tranqüilidade, o Mito Rogério Ceni, converteu, se tornando o maior artilheiro do São Paulo na Libertadores, com 14 gols marcados. Já no segundo gol, um lançamento primoroso de Paulo Henrique Ganso, na ponta direita para Osvaldo cruzar, resultando no gol de Ademilson.

O Galo não esteve bem em campo, o Atlético sempre jogou de forma muito compacta e os jogadores estavam muito um longe do outro e a marcação do São Paulo era implacável. Porém, quando o Tricolor roubava a bola, não tinha muita qualidade para construir as jogadas e em muitas oportunidades brigou com a bola, principalmente no primeiro tempo.
Com a vitoria de 2x0 frente o Atlético MG, o São Paulo garantiu a classificação para a próxima fase da Libertadores.

É o time da fé chegou e agora?

Raça, vontade, determinação são importantes, mas não é tudo, da mesma maneira que apenas ter técnica não resolve uma partida. Tudo é um conjunto, evidentemente que com a volta de Jadson, o São Paulo evolui, mas ainda precisa crescer mais tecnicamente.

Assim como o Palmeiras cresceu na Libertadores empurrado pela sua torcida na base da raça, com o São Paulo o cenário é o mesmo. Porém, não é apenas na base da vontade que São Paulo e Palmeiras vão chegar ao título, vão precisar melhorar muito ainda tecnicamente para seguir na competição.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Espanha, futebol bonito e títulos!


Por - Ione Freitas

Da fama de amarelona, a uma seleção temida, e que sabe jogar sobre pressão. Essa é a Espanha.
A Espanha sempre foi um centro de referência quando se fala em futebol, Real Madrid e Barcelona são dois dos times mais vencedores e conhecidos da história do futebol. Seu campeonato, La Liga, é um dos mais visto, e para a FIFA, o melhor campeonato do mundo.

Grandes craques já desfilaram seu futebol pelos gramados espanhóis, Cruyff, Zidane, Di Stefano, Romário, Ronaldo, Rivaldo...

Mas apesar de toda a fama do seu campeonato, quando se falava em seleção, a fama da Espanha era de amarelona. Sempre montava bons times, tinha ótimos jogadores, mas na hora da decisão sempre perdia, bem verdade que já fora prejudicada pela arbitragem em algumas Copas, mas no final foi de 'amarelona' que a Roja ficou conhecida.

Euro 2008, mais uma vez a Espanha chegava como uma das favoritas, mas todos já tinham na ponta da língua o discurso, 'favorita, mas sempre amarela em jogos decisivos'. E assim pouco se esperava daquela seleção. Uma primeira fase brilhante.

Nas quartas-de-final a Espanha enfrentou a Itália. O 0 a 0 nos 90 minutos e na prorrogação, levou o jogo aos penais, e ali nos pés de Fábregas acabou a fama de amarelona da Espanha. Último pênalti, Fábregas então reserva de luxo, e principal jogador do Arsenal, (ING), cobrou como se nem fosse Buffon que estivesse debaixo da trave italiana. Rumo a final, final essa contra a Alemanha, uma das seleções mais fortes, não só pelo elenco, mas pela história vencedora.

A Espanha mostrou que a posse e o toque de bola era seu ponto forte, mesmo enfrentando uma grande seleção e numa final, foi assim que eles provaram que podiam mudar a história. Gol de Torres, 1 a 0, suficiente para mostrar que aquele time estava pronto, pronto para fazer história. A Espanha jogava com seus jogadores se movendo simultaneamente, pressão na saída de bola. Ditava um ritmo de jogo, e enchia os olhos dos torcedores.

Dois anos se passaram, e a Espanha chegava a Copa da África como uma das favoritas, mas agora sem a fama de 'amarelona'. A derrota logo na estreia para a Suíça colocaram em duvida se a Espanha realmente era uma realidade.

Mas nos jogos seguintes mostrou que sim. Mesmo tendo uma posse de bola e criando muitas chances, a Espanha não aplicou goleadas na Copa, mas construiu suas vitórias alá Espanha, posse e muito toque de bola. Assim colocava seus adversários literalmente na roda. Nada de chutão, técnica refinada e jogadas trabalhadas, era a marca espanhola. Uma Copa inédita, para um time que marcou história, provando que pode jogar bonito, e conquistar títulos.

E essa geração não quis parar por ai, fez história mais uma vez ao conquistar novamente a Euro-2012. Feito inédito. Nunca antes uma seleção havia conquistado, Euro, (2008), Copa, (2010), Euro, (2012).

Fala-se que essa Espanha é uma copia da Holanda de 74, que ficou conhecida como a Laranja Mecânica. É fato que foi Cruyff que implantou tal filosofia no Barcelona. Mas é fato também que a Espanha aprimorou, e não só conquistou o mundo pelo futebol bonito, mas também conquistou títulos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Corinthians tem a frieza de campeão!


Qualidade, obediência tática, comprometimento e muita frieza, esse é o Corinthians 2013, que na noite desta quarta-feira, em Bogotá, venceu o Millonarios em solo colombiano com mais um gol importante do meia, Danilo.

Como já era previsto, no começo da partida o Millonarios adiantou a marcação, dificultando a saída de bola do Corinthians, que errava muitos passes no momento que recuperava a posse de bola e tentava fazer a transição no meio campo.

Normalmente quando um time faz a opção por uma marcação mais a frente, ela dura cerca de 20 minutos, porque exige de uma equipe muita condição física e dificilmente um time consegue jogar dessa forma o tempo todo.

E foi exatamente o que aconteceu, o Corinthians suportou a pressão, não permitindo o gol do time colombiano e após os primeiros 20 minutos, o Millonarios recuou a marcação e o Corinthians não sofreu tanto até o fim do primeiro tempo.

Já no segundo tempo o jogo ficou como o Corinthians gosta, atuando fora de casa o Timão procurava cadenciar o jogo e trocava lentamente passes no meio campo propositadamente, assim quebrava o ritmo forte de velocidade que o Millonarios queria colocar no jogo.

Tite mudou o time, Pato saiu para a entrada de Jorge Henrique e no seu primeiro lance, fez assistência para mais um belo gol de Danilo, sempre decisivo por onde passou. Depois do gol naturalmente a equipe colombiana tentou pressionar de todas as formas o Corinthians que se defendia bem e era perigoso nos contra ataques conseguindo sustentar a vantagem construída no segundo tempo.

E mais uma vez o Corinthians de Tite, mostra que na Libertadores, além da qualidade técnica, o time precisa ter muito comprometimento e obediente taticamente ao sistema implantado pelo treinador e o Corinthians teve isso na Colômbia.
No futebol atual o posicionamento tático influencia muito no rendimento de um time e os jogadores seguiram à risca o planejamento traçado pelo técnico Tite, para o duelo em Bogotá.

Mas o que mais impressiona no Corinthians dessa temporada é a frieza do time dentro de campo, mesmo em momentos de incomodo durante o jogo.

Foi assim no clássico diante do São Paulo no Morumbi, quando sofreu o gol, a equipe não se desesperou e não mudou a maneira de jogar acreditando no seu potencial e isso se repetiu nesta quarta-feira, principalmente no começo do jogo quando o Millonarios pressionou muito a saída de bola corinthiana.

O Corinthians é um time extremamente maduro, não carrega mais o peso de anos anteriores quando jogava a Libertadores devido ao título conquistado em 2012 e com a frieza de campeão, o Timão vai garantindo passaporte a próxima fase da competição intercontinental e ao lado do Atlético MG é o favorito para levar o título da Libertadores.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O mundo encantado do Manchester United


Por - Ione Freitas

Não há como não dizer que o lado vermelho de Manchester é encantado. Região metropolitana de Manchester, por lá fica um time chamado Manchester United, que tem como casa o Old Trafford, também conhecido como Teatro dos Sonhos, e parece que lá, o que se sonha torna realidade. Só que em Old Trafford não tem uma fada com uma varinha mágica, e sim Alex Ferguson, e ao invés de uma varinha mágica, ele tem o dom de se renovar a cada temporada. Em seus mais de 1.000 jogos, ao longo dos 26 anos de United, ele fez os red devils mais sonhadores , ver que a realidade estava bem ali, no Teatro dos sonhos.

Sempre conhecido e respeitado na Inglaterra, o Manchester United já teve um outro escocês no comando, Busby, Matt Busby, em sua primeira temporada ele mostra a que veio, fica atrás apenas do Liverpool, então campeão, na temporada seguinte, ele enfim faria os torcedores comemorarem um título, a FA Cup.

Na temporada 1951-52 ele conquistou o título nacional, título que não vinha há 51 anos. Após 4 anos, surge, Busby Babes, "bebês de Busby", essa expressão vem porque ele conquistava o inglês novamente , com elenco repleto de jovens, e ali surgia o mundo encantando de Manchester...

O time fez 103 gols na temporada, e foi o primeiro clube inglês a participar da Champions League, e olha que o time só foi parado na semi, por nada mais, nada menos que pelo Real Madrid, que dominava o continente. Na temporada seguinte, conquistava o bi inglês, e novamente a vaga a Champions League.

Se um escocês começava o mundo encantado, um outro escocês daria continuidade a ele, Busby mostrou o United para o mundo, Sir Ferguson concretizou! E com o futebol mudando, a longa vida de treinadores no comando dos times já não era tão comum, mas aos que sonhava com um treinador que pudesse ficar um longo e vitorioso período no comando do United, esse sonho se realizou. 1986, é, há exatos 26 anos ele chegava para transformar sonhos em realidade.

7, isso mesmo, o United tinha 7 títulos nacionais quando ele chegou, hoje tem 19, rumo ao vigésimo... alguém duvida? Talvez ninguém sonhou com o mesmo treinador ganhando 12 títulos, mas todo Red devil sonhou em passar o Liverpool em números de títulos, e como tudo em Old Trafford se torna realidade, em 2011 o United vinha a conquistar seu décimo nono título, deixando o Liverpool com 18.

12 campeonatos ingleses, 2 UEFA Champions League, 5 FA Cup, 4 Copa da Liga, entre outros, que no total dar exatos 23 conquistas, e ele ainda foi primeiro treinador de uma equipe inglesa a ganhar a tríplice coroa, é, o tal Sir (Cavalheiro) que para muitos ele nem é, torna sonhos em realidade, e não vamos ficar falando o que ele fez, porque daria vários textos desse...

Se ele é considerado por muitos autoritário, há quem diga que ele é o príncipe do mundo encantado do United.

Old Trafford mostrou que sonhos podem ir além, tem muito mais que títulos e glórias, tem histórias, como a de um menino de 14 anos, que tornava o Teatro dos sonhos sua casa, Ryan Giggs, uma lenda que veste vermelho, mas que conquista torcedores de todas a cores. Lembra da coleção de títulos que falei do Sir Ferguson? Então, ele fez parte quase todas, podemos dizer que ele é a varinha mágica de Ferguson?!

Tem magia, como a que Cristiano Ronaldo deixou, sua marra, seus toques geniais, seus cinco passos para trás, e... em sequência golaços. Tem beleza, eu sei que Old Trafford é lindo, que a torcida do United é bonita, mas a beleza que me refiro desfilava futebol, David Beckham, que hoje em dia pode não desfilar tanta maestria em campo, mas fora dele, domina como ninguém.

Lendas, e quantas, Denis Law, Bobby Charlton, George Best, já ouviu falar dele? Ele foi um dos melhores jogadores britânicos, e vestiu a camisa do United, e para quem na época sonhava em ter o melhor time, teve aquele cuja o nome dizia tudo sobre ele.

O mundo de Manchester te faz sonhar, te faz viver, e Cantona é a prova disso, quem viveu e viu o francês jogar sabe disso, ele transformou sonhos em conquistas, chegou para fazer o United campeão após após 26 anos, e transformou sua passagem por Old Trafford gloriosa, plantou sonhos e continuidade naqueles que passara a seguir o United por seu futebol.

Um time feito de ídolos, conquistas e principalmente sua torcida, torcida essa que se espalha a cada dia pelo mundo, de toda cor, raça, religião...

O mundo encantado do Manchester United já não cabe mais em Manchester.